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Flexibilidade elétrica vira prioridade: Brasil e América Latina correm para evitar riscos operacionais

Painel do EAML 2025 mostra que baterias, sinais de preço e agregadores serão decisivos para garantir equilíbrio e segurança

No painel Mercados de Flexibilidade e o Papel do Comercializador, especialistas alertaram que a transição energética acelerada exige flexibilidade sistêmica para lidar com a variabilidade das fontes renováveis e evitar riscos operacionais. Países como Brasil, Austrália e Colômbia compartilham desafios semelhantes, mas com diferentes graus de urgência.

Alex Cruickshank, da Oakley Greenwood, trouxe a experiência australiana, onde 35% da matriz já é renovável e redes regionais operam no limite. Ele defendeu coordenação avançada, digitalização e automação para integrar baterias, veículos elétricos e recursos distribuídos. “A flexibilidade deixou de ser opção. É uma necessidade sistêmica”, afirmou.

Na Colômbia, Diana María Pérez, da XM, destacou que a dependência hídrica aumenta vulnerabilidade em períodos de seca e que o país avança na definição do modelo de participação do armazenamento e na preparação de novos leilões. “Flexibilidade depende de recursos, serviços e regras que permitam que os dois funcionem”, disse.

Do lado brasileiro, João Guillaumon, da Auren Energia, apontou que a participação das hidrelétricas caiu de 65% para 45% em cinco anos, enquanto solar e eólica somam 40%. Ele defendeu uso combinado de baterias, hidrelétricas reversíveis e novos sinais de preço para consumidores cativos. “Adiar decisões compromete a segurança energética futura”, alertou.

Maria Cândida, do ONS, reforçou a urgência: a curva do pato, prevista para 2027, já se tornou realidade em 2025. Em agosto, um vale de carga exigiu corte quase total da geração solar e eólica e uso de reservas operativas. “Pequenos montantes isolados não resolvem. Precisamos de agentes capazes de consolidar volumes e fornecer flexibilidade de verdade”, afirmou. Ela listou três prioridades: resposta da demanda, expansão do armazenamento e agregadores para reunir cargas e geração distribuída.

O painel concluiu que flexibilidade é o novo eixo estratégico do setor elétrico, exigindo ação conjunta entre operação, reguladores e mercado. Com sinais econômicos claros, digitalização e modelos inovadores, o Brasil pode transformar um desafio urgente em oportunidade para consolidar um sistema mais seguro e eficiente.

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